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Por que precisamos repensar pra ontem o consumo da casa?

Atualizado: 8 de Jan de 2019


"Do fim dos anos 90 para cá, vivemos a era da intensidade. As pessoas só se interessam pelo que for mega, ultra, hiper ou POWER. Nesse contexto, aquela máxima que a gente cresceu ouvindo, cabe como uma luva: tudo que é demais, faz mal."

Essa colocação está na última pesquisa divulgada pelo Think With Google sobre tendências de consumo e foi o alerta para trazermos alguns dados sobre consumo e abrirmos a porta da casa para falar sobre o hiperconsumo e como a gente precisa repensar tudo isso pra ontem!


Para para refletir sobre o seu carrinho no supermercado, sobre o seu guarda-roupa, sobre o número de sapatos que você tem? E a quantidade de maquiagem na gaveta? É bem simples resumir como eles foram parar ali: porque você tinha dinheiro para compra-los ou um desejo incontrolável de "preciso disso", que sumiu poucos dias depois que você levou algum desses "tem que ter" pra casa.


E antes que a gente lave roupa suja e brigue porque eu estou fuçando suas gavetas, eu não estou apontando o dedo para você e dizendo que isso tudo acumulado aí é culpa sua. Pelo contrário. Eu, tanto quando você, tomo muitas decisões de compra baseadas quase que inconscientemente pelo excesso de marcas, tipos de produtos, algo novo para experimentar todo mês, uma pessoa que falou de tal produto no Insta... e por aí vai. É um excesso de publicidade e conteúdo sobre produtos e serviços que a gente nem precisa, mas quando viu, já tava passando no cartão.

fonte: Think With Google


Na moda, muitas blogueiras, youtubers, editoras carregam o discurso do tem que ter, da troca constante de coleção, do casaco que você acabou de comprar e que "já está fora de moda".

Na beleza, a indústria lança cada vez mais produtos por ano. Cada hora com uma fórmula diferente, um cheio diferente, uma cor que foi tirada do fundo do baú (ou que tinha pigmento sobrando) e faz a gente acreditar que se não tiver aquele produto ou aquela cor de batom, não estaremos bem. Resultado: olha para o armário do seu banheiro. Tem produtos lá que você nem usou.

No armário da cozinha parece que piora. Depois de um boom de coisas naturais e integrais, agora vem com força total produtos que super, mega, ultra, power e que prometem de tudo para que a nossa alimentação tecnológica, porém natural e cheia de sabor.


Olha... a gente consome, e isso não é errado. Mas do jeito que temos tratado nosso dinheiro e a forma de consumir coisas para nossa casa e nós mesmas precisa ser repensada ou (sendo alarmista) o planeta não aguenta.


Estudos mostram que já é praticamente irreversível o dano causado pela população ao planeta. Mesmo em milhares de anos, não é mais possível recuperar o que a gente já devastou e poluiu. Mas se você não é do discurso ecológico, ok. Vamos falar do seu bolso. Quanto dinheiro você poderia aplicar em um bom fundo imobiliário ou no Tesouro Direto? Que te renderia bem mais do que produtos vencidos ou com a etiqueta guardados nos armários? A Nath do Me Poupe, não cansa de dar exemplo no canal dela lá no Youtube.


Além disso, o que tenho pensado é sobre o resgate do "fazer em casa" que abandonados desde que a industrialização se tornou símbolo de status. Eu fiz minhas próprias cortinas, pinto minhas paredes, faço Day Spa em casa sem dezenas de produtos caríssimos, faço minha própria comida, inclusive a das minhas cachorras. Compro tecido e faço algumas roupas quando quero algo novo.


"Ah, mas você sabe fazer tudo isso e pra quem não sabe?"

Você já se questionou porque a gente deixou de aprender essas coisas? E eu pergunto isso para homens e mulheres, viu?

Repensar o espaço e o consumo doméstico, não é só mudar o sofá de lugar e mudar a decoração. É questionar quando foi que a gente se deixou industrializar, pasteurizar e se tornar só um comprador de coisas estimulado por status.


Já parou pra pensar?


PASSA sempre aqui que a gente conversa sobre consumo, decoração e estilo de vida, para quem quer ressignificar a casa e fazer dela o lugar mais importante do dia.


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